27 de setembro de 2014

Cafeína na gestação

Embora estudos em animais indiquem que a cafeína leve à diminuição no crescimento intrauterino fetal, redução do peso ao nascer, reabsorção fetal e teratogênese (malformação fetal), nos estudos epidemiológicos os achados são, ainda, inconclusivos (SOUZA ; SICHIERI, 2005).
No que diz respeito aos humanos, a ingestão moderada de cafeína durante a gestação não parece ser prejudicial. Contudo, a cafeína pode potencializar o efeito teratogénico de outras substâncias, tais como o tabaco e o álcool (ALVES et al, 2009).
Por precaução, recomenda-se redução da ingestão diária de cafeína durante a gravidez. As maiores fontes alimentares de cafeína são café, “coca-cola”, chá e chocolate. Segundo a revisão de ALVES et al (2009), a ingestão de café durante a gestação deve ser inferior a duas xícaras/dia para evitar possíveis efeitos adversos.

Referências:
ALVES, Rita C.; CASAL, Susana; OLIVEIRA, Beatriz. Benefícios do café na saúde: mito ou realidade?. Quím. Nova, São Paulo, v. 32, n. 8, 2009 . 
SUOZA, Rita Adriana Gomes de, SICHIERI, Rosely. Consumo de cafeína e prematuridade. Rev. Nutr. 2005.


Os efeitos da presente orientação só serão efetivos quando associados a uma alimentação equilibrada e não dispensa o atendimento presencial com um nutricionista.
Site Fernanda Magro - Nutricionista Jundiaí